Viagem no Tempo – Será possível? E porque não temos viajantes do tempo entre nós?

Time

Um primeiro ponto que devemos abordar quando tocamos neste assunto é o conceito de “espaço-tempo”, definida por Albert Einstein na Teoria Geral da Relatividade (não vou abordar totalmente este assunto neste post, pois não é seu objetivo, mas pretendo falar sobre ele mais tarde). Basicamente, espaço-tempo pode ser dito como uma estrutura que combina as três dimensões do espaço (largura, altura e profundidade – demonstradas na matemática como sendo os eixos x, y e z) com a dimensão única de tempo, apresentando a existência de um universo quadri-dimensional.

Após se dedicar ao problema da gravidade – como dois corpos, como a terra e a lua, conseguem se atrair a uma distância tão grande no espaço vazio –, Einstein chegou a conclusão que o grande mistério da gravidade estava na própria natureza do espaço-tempo, que apresentava uma estrutura muito mais flexível que o previsto.

Para facilitar a visão sobre este conceito, podemos compará-lo a um trampolim. Quando inserimos nele um objeto, como uma esfera, com o peso maior, a consequência lógica será o trampolim se esticar em direção ao chão pela atração gravitacional, gerando uma cavidade. Ao lançarmos uma outra esfera de peso na cavidade a uma determinada velocidade, ela irá se mover ao redor da esfera maior, percebendo assim que este era o verdadeiro funcionamento da gravidade: ela é a deformação causada no espaço tempo pelos elementos nele, ou a forma do espaço tempo.

BTTF
Agora chegamos ao ponto em que queríamos chegar: como viajar no tempo utilizando a gravidade? A resposta é simples: buracos-negros. No centro de nossa galáxia existe um buraco-negro super-massivo, contendo a massa de 4 milhões de sóis pressionados em um único ponto por sua própria gravidade. Quanto mais próximo você se encontrar dele, maior será a atração gravitacional, aproximando-se mais nem mesmo a luz conseguirá escapar, ficando presa em uma esfera de 50 milhões de milhas (cerca de 80467200 Km) de diâmetro. Um buraco negro, como este, produz um efeito extraordinário no “tempo”, diminuindo a sua velocidade, fazendo dele uma máquina do tempo natural. Obviamente, encontraríamos uma dificuldade para sairmos da órbita: precisaríamos estar em uma certa trajetória e velocidade para conseguirmos escapar de sua atração gravitacional.

Uma equipe controlando a missão da terra (ou qualquer outro ponto distante do buraco negro), eles perceberão que cada órbita completa demorará 60 minutos, mas para as pessoas a bordo da nave, de acordo com Hawking no vídeo intitulado “Black hole time travel“, a passagem do tempo irá diminuir de velocidade. O efeito gerado pela influencia gravitacional será tanta que a cada 60 minutos vividos na terra, eles somente experimentarão 8 minutos. Fazendo cálculos simples de regra de três, perceberemos que a cada 24 horas na terra, a noção de tempo na nave será de 3,2 horas. Supondo que eles fiquem em órbita por 5 anos (na nave), quando voltarem pra casa terão se passado 16 anos na terra, tendo viajado assim não somente pelo espaço, como também no tempo. O problema é que essa tentativa seria extremamente perigosa, e não nos levaria a um futuro muito distante.

A outra possibilidade pra se viajar no tempo é a mais clássica (abordada em “De volta para o futuro”) é a velocidade. Mas ao contrário do filme, seria necessário uma velocidade muito superior aos 88 milhas por hora em um DeLorean com um capacitador de fluxo para se fazer uma viagem considerável no tempo. Einstein defendia a ideia de que nada no universo poderia viajar tão rápido quanto a luz – aceita hoje com o valor de 299.792.458 m/s –, definindo assim sua velocidade como um “limite cósmico”. Nada* pode exceder esta velocidade, mas ainda pode chegar muito próximo. A teoria aponta que você viajar a uma velocidade perto da velocidade da luz te levará ao futuro. Poderíamos imaginar um trem imaginário ao redor de todo o globo e usa-lo para que ele se aproxime desta velocidade – se aproximar da velocidade da luz significa fazer o percurso ao redor da terra 7 vezes por segundo, lembrando que ele nunca poderá alcançar realmente a velocidade da luz, de acordo com as leis da física.

O Universo de Stephen Hawking – Ep. 2 Viagem no Tempo

http://www.dailymotion.com/video/xwkjz2_o-universo-de-stephen-hawking-ep-2-viagem-no-tempo-discovery-channel_school#.UVBHmxcyySp

Ao chegar a uma velocidade próxima a da luz, o tempo dentro do trem começará a passar mais devagar que no resto do mundo (assim como quando nos aproximamos do buraco negro). Isto acontece exatamente para proteger esse limite cósmico de velocidade. Um exemplo abordado no vídeo seria de uma criança correndo no interior do trem: dependendo da velocidade que o trem estivesse, ela conseguiria ultrapassar a velocidade da luz, mas isto não ocorre pois a velocidade dentro do trem passará mais devagar (ela poderá correr tão rápido quanto quiser que o tempo dentro da nave sempre irá diminuir para proteger este limite). Os passageiros deste trem, viajando a somente uma semana, estarão 100 anos no futuro. Pena que a construção deste trem seria, no mínimo, improvável e claro, essas duas possibilidades somente permitiriam a viagem para o futuro, em breve postarei algo relacionado a viagem de volta ao passado e buracos de minhoca. (Patrick Pierre – scientiauniversi)

*Já obtivemos resultados de neutrinos que ultrapassaram a velocidade estabelecida pela luz.

Agora a pergunta que poderia acabar com as Viagens no Tempo. Porque não há viajantes do tempo entre nós?

Bem, poderia ser uma desculpa para os que não acreditam que um dia isso seria possível só que nem todos teriam acesso a esta tectonologia. E aqueles que a tivessem claramente trabalhariam para organizações de topo nas quais estariam sendo monitoradas pelos governos. Só que isso não impediria em nada tentarem voltar ou avançar no tempo. O que nos garante que não tivemos viajantes do tempo no decorrer da história? Um pequeno exemplo é o conhecimento avançado de algumas das civilizações antigas nos quais é evidente de que seria possível que tiveram influência externa para tais habilidades. A inclusão de mecanismos sutis a percepção de todos mas que de alguma forma alterou a velocidade do conhecimento humano em determinadas regiões do globo. Ou até mesmo ações de ordem mundial para que o presente sofresse alterações nas quais só poderíamos ver resultados num futuro distante.
Lembrando que são apenas hipóteses. Teorias.
Quem sabe num futuro as viagens no tempo não sejam nada mais que excursões de alunos para aprenderem mais sobre de onde viemos. Estudiosos coletando dados e estimando erros que tivemos para que não erremos no atual presente. Lógico que isso teria enormes regras e uma conscientização total da humanidade naquele período do tempo. Quem não gostaria de estar presente em eventos históricos? Não podemos saber se isso é possível pois são “eventos” e não programamos a história que virá a ocorrer más se a viagem no tempo for possível fica claro que poderemos moldar a história de acordo ao bem querer de quem a controlar.

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Viagem no Tempo – Fomos criados por nós mesmos?

De Volta para o Futuro

De Volta para o Futuro

Após quase um ano sem escrever absolutamente nada na minha página, acordei com febre e decidi compartilhar meus pensamentos com relação a Viagem no Tempo. Bem é um tema que normalmente deixa as pessoas com dor de cabeça ou até aquelas que nunca se puseram a entender do assunto se perguntar “Isso só foi possível porque em algum momento ele voltou no tempo”. Este símbolo representa bem o que se trata uma viagem no tempo (∞). Infinito. Vocês já devem ter se perguntado ou argumentado com alguém sobre certas situações em filmes e seriados nas quais os personagem retornam a um tempo num passado e modificam o fluxo temporal (Mudam alguma coisa de lugar, interagem com uma pessoa ou até mesmo modificam algum evento cotidiano) assim implicando no modo como seria num futuro. Pois bem, chegamos ao ponto que eu quero. Sei que pode ser polêmico ou até mesmo irrelevante para algumas pessoas. Más se em algum ponto no futuro víssemos que algo poderia ser melhorado se no momento exato algo fosse diferente? Assim, e se vamos dizer que por volta do ano de 4432 a humanidade (neste momento paralelo que estou abordando) chegasse num ponto onde a tecnologia ultrapassou a barreira do que é ser um humano e entrasse em um colapso no que resultaria no fim (sim, por mais que seja clichê, a nossa vida aqui neste planeta depende apenas de nossas atitudes). Em um determinado momento a Viagem no Tempo já seria possível ou até mesmo o teletransporte, mas estes fossem proibidos de qualquer forma para que evitássemos a criação de modificações no espaço-tempo. Más como chegamos num ponto crítico os governantes do planeta naquele momento decidissem que era hora de tentar a ultima opção que seria justamente modificar o início da humanidade?! 


Não seria uma loucura pensar desta forma. Tentamos desvendar de onde viemos e para onde vamos desde que abrimos nossos olhos. Mesmo que seja indiretamente. O que impediria que nós mesmo tivéssemos nos afastado de nosso sistema original para evitar que a nossa nova realidade alterada pudesse crescer da forma correta evitando o nossos erros futuros. Que as possíveis presenças de UFOS e Aliens no planeta não seja apenas nossa forma evoluída ou alterada devido a mudança das leis da física que aprendemos em outras partes do universo ajudando para que cresçamos da forma como deveria ser?

Aqueles que seguem religiões seguem uma ordem cronológica descrita em seus livros sagrados na qual diz que fomos criados por Deus e devemos seguir o que ele passou a seus principais servos. Correndo de assuntos polêmicos, quero apenas que pensem se isso não poderia ser um modo em que nós (no futuro) não encontramos para que evitemos a nossa própria extinção.

Bem é um assunto hiper complexo e que pede a mente muito, más digo muito aberta mesmo. É apenas uma opinião ou uma teoria que eu possa ter ouvido e que tenha ficado no meu subconsciente e que agora aflorada a minha febre eu tenha resolvido escrever. É um assunto que todos nós deveríamos nos interessar e deixar apenas de olhar o que queremos. Não abordei as leis possíveis para que a viagem no tempo seja possível pois isso deixarei para outra hora.


  

Gravidade entre Mundos

A muito tempo eu sempre me questionei com relação a interação da gravidade em outros planetas ou até mesmo em partes únicas da superfície terrestre. Sempre que abordava algum amigo sobre o assunto logo este era deixado de lado. Até outro dia em um papo descontraído com uma namorada chegamos a esse assunto novamente. Argumentávamos sobre como era possível a gravidade de cada planeta modificar as capacidades do corpo humano. Falamos em super força, velocidade extrema até ao simples fato de nem conseguirmos abrir os olhos devido a variação do valor da gravidade. Após um grande tempo conversando chegamos ao ponto máximo onde debatemos que graças a gravidade o universo pode se formar do modo que o conhecemos hoje. Vide John Carter/1964 (Edgar Rice Burroughs), onde o autor Edgar Rice nos conta as aventuras do humano em Marte (Barsoom). John têm suas habilidades modificadas devido ao fator do formato do corpo do humano e a gravidade de Marte (Barsoom, 3,69 m/s². A da Terra é 9,80 m/s²). Assim, podemos por lógica dizer que um humano nascido/criado em uma gravidade superior assim que se possível transportado para uma gravidade inferior teria suas capacidades corporais elevadas. A maioria vai lembrar do Vegeta treinando na máquina criada pela Bulma (Dragon Ball Z, 400 m/s² era a gravidade do seu treinamento).

    Então, você me diga o que mais seria possível em uma gravidade alterada?

por hansclamp Postado em Física

Afinal é o “The Flash” do Universo ou Não?

 

Sempre que assistimos a algum filme de ficção científica que trate de viagens pelo espaço nos deparamos com situações em que apenas a velocidade da luz (299.792.458 m/s) não é suficiente para viagens que durem pouco tempo ou que não levem décadas ou séculos. E os teste feitos com os neutrinos podem vir a abrir essa possibilidade a de conseguirmos velocidades acima do limite imposto pela teoria da relatividade de Einstein que ao meu ver não está errada e sim seria apenas um complemento.  Segundo o artigo a seguir umas das possibilidades de os neutrinos atingirem estas velocidades se dá pela capacidade dele estar utilizando-se de uma segunda ou mais dimensões do universo. Assim entrando na Teoria das Super Cordas.

Um dia depois de cientistas do laboratório de Gran Sasso, na Itália, informarem que novos experimentos confirmaram a detecção de neutrinos – um tipo de partícula subatômica – viajando mais rápido do que a luz, colegas trabalhando na mesma instituição divulgaram estudo que contesta o achado. A disputa fraterna é uma demonstração do tamanho da polêmica gerada pela possibilidade destas partículas estarem desafiando o limite de velocidade do Universo imposto pela Teoria da Relatividade de Einstein.

Em setembro, pesquisadores do laboratório anunciaram que medições do tempo em que neutrinos gerados pelo acelerador de partículas Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), a cerca de 730 quilômetros de distância, levaram para chegar até o instrumento que operam, batizado Opera, mostravam que a viagem durava algumas dezenas de nanosegundos (bilionésimos de segundos) menos do que se eles estivessem à velocidade da luz. Agora, porém, cientistas responsáveis por outro instrumento em Gran Sasso, chamado Icarus, argumentam que suas detecções da energia com que os neutrinos chegam ao detector contradizem estas medições.

Em um estudo publicado no último sábado no serviço de artigos científicos eletrônico ArXiv onde os pesquisadores do Opera anunciaram seus novos resultados, os cientistas do Icarus afirmam que sua descoberta “rebate a interpretação supra-luminal (mais rápida que a luz) dos resultados do Opera”. Eles argumentam, com base em estudos teóricos recém-publicados, que os neutrinos vindos do LHC teriam que perder a maior parte de sua energia se estivessem viajando a mesmo uma pequena fração além da velocidade da luz. Mas os feixes de neutrinos medidos pelo Icarus registram um espectro de energia compatível com partículas viajando à velocidade da luz e não mais que isso.

Segundo o físico Tomasso Dorigo, do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), onde está o LHC, e do Fermilab, nos EUA, a argumentação dos cientistas do Icarus é “muito simples e definitiva”. De acordo com ele, “a diferença entre a velocidade dos neutrinos e a velocidade da luz não pode ser tão grande quanto à vista pelo Opera e certamente é menor que isso em três ordens de magnitude, o que é compatível com o zero”.

Pela Teoria da Relatividade de Einstein, formulada em 1905, nada no Universo pode viajar mais rápido do que a luz. A ideia é um dos fundamentos da física moderna, que procura explicar o comportamento do Cosmo e de toda a variedade de partículas nele presentes. Assim, os resultados do Opera foram recebidos com muito ceticismo pela comunidade científica, que busca reproduzi-los ou refutá-los. Outros experimentos neste sentido já estão sendo preparados pelo Fermilab e pelo laboratório japonês KEK e muitos cientistas afirmam que só a confirmação independente dos resultados por um deles abrirá o caminho para que a descoberta do Opera derrube a Relatividade.

por hansclamp Postado em Agonia

Neutrinos – O “The Flash” das Partículas Sub-Atómicas

Esta semana fiquei com os neutrinos na mente. Procurei ler e entender mais sobre está partícula sub-atómica e o que ela é capaz de fazer. Então aqui vou dividir alguns minutos da leitura que fiz e compartilhar mais conhecimento. Vlw.

Neutrino é uma partícula sub-atómica dificilmente detectada porque sua interação com a matéria é muito fraca, sua carga é neutra e sua massa extremamente pequena. A sua formação se dá em diversos processos de desintegração em que sofre transição para um estado de energia mais baixa, como quando o hidrogênio é convertido em hélio no interior doSol. Neste momento são gerados todos os comprimentos de ondas.

A maioria dos neutrinos que atravessam a Terra são provenientes do Sol, e mais de 50 trilhões deles passam através do seu corpo a cada segundo.

História

Wolfgang Pauli em torno da década de trinta, observou que em vez de ter uma energia de 0,8 MeV, o elétron quando acelerado (emitido), possui uma energia variável entre 0 e 0,8 MeV.

Considerada uma anomalia, o cientista procurou uma forma de adequar matematicamente a prática e a teoria, pois ambas não eram concordantes.

Em torno de 1931, Pauli encontrou vestígios do que poderia vir a ser outra partícula muito pequena que acompanhava o elétron em sua aceleração. Esta foi denominada de “neutrino”.

Somente em 1956, é que se comprovou a existência real do neutrino, pois sua interação era tão pequena que quase não foi possível sua detecção. Fisicamente, o primeiro detector de neutrinos consistia de uma cubo com 400.000 litros de tetracloroetileno.

No início da década de sessenta, foi descoberto em laboratório que os prótons e nêutrons compunham-se de partículas que foram chamadas de quarks.

Em meados da década de oitenta, os quarks, juntamente com outra classe de partículas subatômicas conhecidas como léptons, constituíam os blocos construtores fundamentais de toda matéria.

O NEUTRINO

O neutrino é uma das partículas elementares da matéria/energia (neste caso há que se ter cuidado em dissociar a matéria da energia). Tem o mesmo momento angular intrínseco, spin ou giro da mesma forma que os prótons, elétrons e nêutrons, e diferente dos fótons que têm o dobro do giro ou spin.

Pertence à família dos léptons, sua massa é muito pequena (antigamente se pensava que podia ser nula). O spin do neutrino é 1/2, sua carga elétrica pode ser considerada nula. Esta partícula é formada em diversos processos de desintegração beta, e na desintegração dos mésons K. Pode-se dizer (por enquanto) que existem três tipos de neutrino. Estão intimamente associados ao elétron, ao tau e ao múon.

Velocidade

Antes que a ideia de oscilações de neutrinos surgisse, era comumente aceito que eles viajavam à velocidade da luz. A questão da velocidade do neutrino está intimamente relacionada à sua massa extremamente pequena. De acordo com a teoria da relatividade, se os neutrinos têm massa, eles não podem alcançar a velocidade da luz.

Em setembro de 2011, surgiu a especulação por parte do laboratório Cern, de que os neutrinos podem mover-se a uma velocidade superior à da luz. Esse resultado não havia sido detectado em experimentos anteriores. Nenhum cientista confirmou a medição e ainda são feitos experimentos para dizer se a medição é verdadeira.

Tipos de neutrinos

  • Neutrino do elétron = Neutrino eletrônico é associado ao elétron, de número eletrônico +1; neutrino do elétron, seu símbolo é: νe
  • Neutrino do múon = Neutrino muônico associado ao múon-menos, e de número muônico +1, seu símbolo é νμ
  • Neutrino do tau = Neutrino tauônico, associado ao tau, e de número tauônico +1, seu símbolo é ντ.

Interações

Os neutrinos sofrem, apenas, interações fracas e gravíticas. Experiências executadas em laboratórios de partículas indicam que se transformam de um tipo em outro durante seu deslocamento. A isto se chama oscilações de neutrinos. Pontecorvo e outros especularam que os neutrinos poderiam ter tais oscilações, pois a quantidade de neutrinos medida que chegavam à terra vindos do Sol eram menores que o predito pela teoria, mas estas oscilações não eram preditas no Modelo Padrão que descreve as interações das partículas elementares. Este foi a primeira evidência de um fenômeno não descrito pela teoria, e por isto Koshiba e Davisganharam um Prêmio Nobel em 2002.

A primeira observação direta deste fenómeno foi feita pelo experimento “Opera” (Oscillation Project with Emulsion-tRacking Apparatus) usando os dados do CERN através de feixes de neutrinos do tipo múon enviados do CERN ao Laboratori Nazionali del Gran Sasso nos quais foram encontrados neutrinos tau (antes disso, apenas o desaparecimento dos neutrinos múon foi observado em laboratório).

Matéria transparente

Para a passagem dos neutrinos, a matéria é transparente, isto quer dizer que atravessam a Terra (e presume-se o Sol) praticamente sem perder energia. Além disto, presume-se também que apenas uma pequena fração das partículas é detida pela matéria ordinária.

Para se ter uma idéia da transparência da matéria, suponha-se que houvesse um detector de neutrinos e fótons cuja passagem fosse medida quando provindos do Sol e o aparelho hipotético os deixasse passar, ou seja, apenas contasse a quantidade de ambos. Os fótons após contados seriam detidos pela Terra, os neutrinos não. Quer dizer, ao virar o instrumento para a o chão durante a noite, e posicionando-o enxergando o Sol através da Terra, seriam contados quase em sua totalidade os neutrinos solares, muito poucos seriam detidos, o planeta é transparente.

Astrofísica e Astronomia

Em astrofísica, sabe-se que a detecção de neutrinos é importante para se levantar os meios de observação direta das reações termonucleares no interior do Sol. Estes corpúsculos são testemunhas diretas da evolução de nossa estrela. A densidade de energia em forma de neutrinos na radiação cósmica poderá fornecer muitas respostas acerca de nosso universo. A principal é sobre a idade do universo e a quantidade de matéria/energia negra presente no espaço, com estes dados, pode-se determinar futuramente se o modelo universal é aberto, fechado ou plano. A forma como ocorreu o Big-Bang, a forma do tecido universal e suas distorções, entre outras descobertas que ainda virão.

Física de partículas
Elementar
Férmions
Quarks u · d · c · s · t · b
Léptons e · e+ · μ · μ+ · τ · τ+ · νe · νe · νμ · νμ · ντ · ντ
Bósons
Gauge γ · g · W± · Z
Outras Fantasma de Faddeev–Popov
Hipotéticas
S-partículas
Gauginos Gluino · Gravitino
Outras Axino · Chargino · Higgsino · Neutralino  · Sfermion
Outras A0 · Dilaton · G · H0 · J · Táquion · X · Y · W’ · Z’ · Neutrino estéril
Composta
Hádrons
Bárions / Híperons N (p · n) · Δ · Λ · Σ · Ξ · Ω
Mésons / Quarkónio π · ρ · η · η′ · φ · ω · J/ψ · ϒ · θ · K · B · D · T
Outros Núcleo atómico · Átomos · Diquarks · Átomos exóticos (Positrónio · Muónip · Ónio) · Superátomos · Moléculas
Hipotéticas
Hádrons exóticos
Bárions exóticos Dibárion · Pentaquark
Mésons exóticos Glueball · Tetraquark
Outras Molécula mesônica · Pomério
Quase-partículas Sóliton de Davydov · Excíton · Magnon · Fônon · Plasmaron · Plasmon · Polariton · Polaron · Roton · Trion

OS NEUTRINOS NO CINEMA

 

Coitado do nosso Cristo. Quem diria que os Neutrinos poderiam causar o quase fim de um planeta.

por hansclamp Postado em Agonia

Vida: Viemos do Espaço

Os ingredientes básicos da vida na Terra podem ter vindo do espaço, trazidos para o planeta por meteoritos e cometas, o que faria de todos nós, essencialmente, extraterrestres. Pelo menos é o que indicam novos estudos sobre a química orgânica nestes objetos celestes e no meio interestelar, conduzidos por cientistas americanos e brasileiros.

Em um deles, pesquisadores da Nasa relatam a descoberta de moléculas que servem de base para o DNA em uma dúzia de meteoritos ricos recolhidos na Antártica e Austrália. Eles acharam nas rochas vindas do espaço adenina e guanina, componentes dos nucleotídeos que formam o código genético de toda vida conhecida, além de hipoxantina e xantina, bases nitrogenadas não presentes no DNA, mas usadas em outros processos biológicos.

– As pessoas têm descoberto componentes do DNA em meteoritos desde os anos 60, mas os pesquisadores não tinham certeza se eles tinham sido criados no espaço ou seriam fruto da contaminação pela vida terrestre – explica Michael Callahan, do centro Goddard e principal autor de artigo, publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). – Pela primeira vez, no entanto, temos três linhas de evidências que nos dão a certeza de que esses tijolos para construção do DNA foram fabricados no espaço.

Os pesquisadores também detectaram em dois meteoritos a presença de três moléculas relacionadas aos nucleotídeos, purina e duas aminopurinas, que quase nunca surgem em processos biológicos. Consideradas análogas aos nucleotídeos, essas moléculas dão a primeira evidência de que os compostos encontrados se formaram no espaço.

– Não se esperaria encontrar esses análogos dos nucleotídeos se a vida terrestre fosse a fonte de contaminação, já que eles não são usados pela biologia natural – destaca Callahan. – Por outro lado, se os asteroides estão funcionando como “fábricas” de material pré-biótico, seria de se esperar que produzissem muitas variantes dos nucleotídeos, e não apenas os biológicos, devido à grande variedade de ingredientes e condições de cada um deles.

Para descartar completamente a possibilidade de contaminação, os cientistas também analisaram amostras do gelo antártico e do solo australiano das áreas onde os meteoritos foram recolhidos. Nelas, verificaram concentrações muito menores de adenina, guanina, hipoxantina e xantina do que as achadas nos meteoritos e não encontraram nenhum sinal das moléculas análogas aos nucleotídeos. Por fim, experimentos em laboratório comprovaram que essas substâncias foram produzidas por reações químicas não biológicas.

A geração de moléculas orgânicas no ambiente espacial também está na base de pesquisa liderada pelo físico Ênio Frota da Silveira,do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), com a Universidade de Caen, na França. Frota estuda como os raios cósmicos do Universo podem desencadear reações que levam ao surgimento destas moléculas em cometas, asteroides e nas enormes nuvens de gelo e gás do espaço interestelar.

– O Universo longe das estrelas é extremamente frio e a química que conhecemos não ocorre a temperaturas tão baixas – diz. – Assim, é preciso que haja outros mecanismos que estimulem as reações, e os raios cósmicos são um deles. Um cometa passa milhões de anos vagando pelo espaço e as reações que simulamos acontecem na sua superfície.

Frota lembra que, apesar de a Terra ter sido formada há 4,5 bilhões de anos, a vida é relativamente recente no planeta e surgiu muito rápido:

– Uma das hipóteses mais fortes para isso ter acontecido é justamente a de que a vida foi semeada por cometas e asteroides. Eles na verdade podem ter trazido verdadeiras mudas que encontraram na Terra um terreno fértil para seu desenvolvimento, isto é, trouxeram toda uma química pré-biótica que os oceanos da Terra se encarregaram de fazer evoluir até a vida que vemos hoje.

Frota e sua equipe constataram que no ambiente interestelar raios cósmicos formados por íons de ferro altamente energizados produzidos por supernovas são muito mais eficientes do que os raios cósmicos mais comuns na indução das reações que criam moléculas orgânicas.

– Não somos filhos do Sol, mas irmãos dele, pois a matéria que nos constitui é a mesma – conclui Frota, que junto com a astrofísica brasileira Duília de Mello, também pesquisadora do Goddard, organiza o primeiro workshop da série “The Evolving Universe”. Entre 15 e 19 de agosto, especialistas de vários países discutirão na PUC-Rio e no Planetário os segredos e novidades sobre a origem e evolução do Universo e da vida

Créditos: Cesar Baima (cesar.baima@oglobo.com.br)

por hansclamp Postado em Agonia

Lembranças de Amityville

Um pouco sobre a geografia do local.

Amityville é uma vila localizada na cidade de Babilônia, no condado de Suffolk, Nova York, nos Estados Unidos.

A população era de 9.441 no censo de 2000.


A área era originalmente chamado de Huntington West Neck South (em Great South Bay e no condado de Suffolk, Nova York, na fronteira sudoeste,antes chamada Huntington South, mas hoje é a cidade da Babilônia. Segundo a lenda da vila, o nome mudou em 1846, quando os moradores se reuniram para encontrar um nome melhor para o seu novo posto.

A reunião se transformou em tumulto e um dos participantes foi exclamou: “- O que esta reunião necessita é de amizade”. Outra versão diz que o nome foi sugerido pelo proprietário Samuel Ireland para o nome da cidade o nome de seu barco,a Amity.

O nome do lugar é propriamente um nome incidente, a marcação de um acordo amigável sobre a escolha de um nome de lugar.

A vila foi formalmente constituída em 3 de março de 1894.

No início de 1900 Amityville foi o destino turístico popular entre os grandes hotéis na baía e grandes casas.

Annie Oakley era uma convidada freqüente de Fred Stone. Will Rogers tinha uma casa em Clocks Boulevard de Stone. Gangster Al Capone também tinha uma casa na comunidade.

Quando criança ganhei da minha mãe um livro chamado “Horror em Amityville”, fiquei fascinado com o livro antigo que retratava as agonias de uma família perturbada por “espíritos malignos”. No interior do livro encontrava-se um pequeno mapa da casa para você poder se situar melhor com os acontecimentos no decorrer da trama. Mas o que poucos sabem é que o fato ocorrido na casa 112 realmente é verídico. Não como o descrito no livro, más sim em um caso de assassinato em massa de uma família no qual o autor diz ter seguido “vozes”.

Terror em Amityville’

13 de novembro de 1974.

Ronald DeFeo,24 anos, entrou pela porta do Henry´s Bar, na pacata cidade de Amityville.

Ao chegar no pequeno bar, Ronald disse que alguém havia baleado seus pais. Ele confessou ao dono do estabelecimento ter assassinado sua familia por ordens de vozes que ouvia . Ao chegar no número 112 da Ocean Avenue, o dono do bar se deparou com uma cena terrível: seis pessoas mortas a tiros, de bruços e com as mãos na cabeça.

As seis vítimas foram identificadas como a família de Ronald DeFeo:

  • sua mãe e seu pai, Ronald e Louise DeFeo;
  • seus irmãos, John, de 9 anos e Mark de 12;
  • suas irmãs, Allison, de 13 anos e Dawn de 18.

Em seu julgamento, DeFeo alegou que ouvia vozes frequentemente, estas vozes o teria convencido a cometer os assassinatos. A certa altura do julgamento, declarou:“sempre que olhava ao meu redor, não via ninguém, então deve ter sido Deus que falava comigo”. DeFeo foi condenado a seis penas de prisão perpétua consecutivas na Penitenciária Greenhaven, em Nova York. Sua liberdade condicional foi negada, em 1999.

Foi rodado até um filme com este tema. E hoje de bobeira na frente do computador resolvi postar aqui algo sobre os poderes não compreendidos do oculto. E me veio a cabeça o que foi o primeiro livro que li, claro que com o coração na mão. Lembro como se fosse hoje o livro apoiado sobre meu peito subindo e descendo pela batida acelerada do coração a cada paragrafo que lia. Com as ferramentas avançadas da internet resolvi procurar pela tau casa no Google Maps pelo endereço da obra. E es que surge pelo Google Street View a bendita casa a minha frente. O que senti, arrepio até as partes baixas…

Abaixo link do Street View de frente a residência maligna.

http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&q=112+Ocean+Ave,+Amityville,+Suffolk,+New+York+11701,+United+States&ie=UTF8&oi=georefine&ct=clnk&cd=1&geocode=FdCFbAIdscef-w&split=0

Acredito que quem tenha lido o livro sinta o mesmo que eu ao relembrar os fatos ocorridos naquele solo.

 

 

por hansclamp Postado em Agonia

Buraco de Verme ou de Minhoca

Em física, um buraco de verme ou buraco de minhoca é uma característica topológica hipotética do continuum espaço-tempo, a qual é, em essência, um “atalho” através do espaço e do tempo. Um buraco de verme possui ao menos duas “bocas” conectadas a uma única “garganta” ou “tubo”. Se o buraco de verme é transponível, a matéria pode “viajar” de uma boca para outra passando através da garganta. Embora não exista evidência direta da existência de buracos de verme, um contínuum espaço-temporal contendo tais entidades costuma ser considerado válido pela relatividade geral.

O termo buraco de verme (wormhole em inglês) foi criado pelo físico teórico estadunidense John Wheeler em 1957. Todavia, a ideia dos buracos de verme já havia sido inventada em 1921 pelo matemático alemão Hermann Weyl em conexão com sua análise da massa em termos da energia do campo eletromagnético.

Esta análise força a se considerar situações em que há um fluxo de rede de linhas de força através do que os topologistas poderiam chamar de alça ou espaço multiplamente conectado e que os físicos poderiam ser desculpados por denominar mais vividamente de ‘buraco de verme’.
John Wheeler em Annals of Physics

O nome “buraco de verme” vem de uma analogia usada para explicar o fenômeno. Da mesma forma que um verme que perambula pela casca de uma maçã poderia pegar um atalho para o lado oposto da casca da fruta abrindo caminho através do miolo, em vez de mover-se por toda a superfície até lá, um viajante que passasse por um buraco de verme pegaria um atalho para o lado oposto do universo através de um túnel topologicamente incomum.

Definição

A noção básica de um buraco de verme intra-universo é a de que é uma região compacta do continuum espaço-tempo cuja fronteira é topologicamente trivial mas cujo interior não está simplesmente conectado. Formalizar esta idéia leva a definições tais como a seguinte, extraída de Lorentzian Wormholes de Matt Visser:

Se um espaço-tempo lorentziano contém uma região compacta Ω, e se a topologia de Ω está na forma Ω ~ R x Σ, onde Σ é um conduto triplo de topologia incomum, cuja fronteira possui topologia na forma dΣ ~ S2, e se ademais, as hipersuperfícies Σ são todas espaço-similares, então a região Ω contém um buraco de verme intra-universo quase permanente.

Caracterizar buracos de vermes entre universos é mais complicado. Por exemplo, alguém poderia imaginar um universo “bebê” conectado ao seu “progenitor” por um “cordão umbilical”. O “cordão” poderia ser também encarado como a garganta do buraco de verme, mas o espaço-tempo está simplesmente conectado.

Tipos de buracos de verme

Buracos de verme intra-universos conectam um local em um universo a outro local do mesmo universo (no mesmo tempo presente ou não presente). Um buraco de verme deverá ser capaz de conectar locais distantes no universo criando um atalho através do espaço-tempo, permitindo viajar entre eles mais rápido do que a luz levaria para transitar pelo espaço normal (ver a imagem acima). Buracos de verme inter-universos conectam um universo a outro. Isto dá margem à especulação de que tais buracos de verme poderiam ser usados para viajar de um universo paralelo para outro. Um buraco de verme que conecta universos (geralmente fechados) é frequentemente denominado como wormhole de Schwarzschild. Outra aplicação de um buraco de verme poderia ser a viagem no tempo. Neste caso, é um atalho de um ponto no espaço-tempo para outro. Na teoria das cordas, o buraco de verme tem sido visto como uma conexão entre duas D-branas, onde as bocas estão ligadas às branas e são conectadas por um tubo de fluxo [3]. Finalmente, acredita-se que buracos de verme sejam parte da espuma quântica[4]. Existem dois tipos principais de buracos de verme: buracos de verme lorentzianos e buracos de verme euclidianos. Os buracos de verme lorentzianos são estudados primordialmente na relatividade geral e gravitação semiclássica, enquanto os buracos de verme euclidianos são estudados em física de partículas. Buracos de verme transponíveis são um tipo especial de buraco de verme lorentziano que permitiriam que uma pessoa viajasse de um lado do buraco de verme ao outro. Serguei Krasnikov sugeriu a expressão atalho de espaço-tempo (spacetime shortcut) como uma descrição mais geral de buracos de verme (transponíveis) e sistemas de propulsão como a métrica de Alcubierre e o tubo de Krasnikov para indicar viagens interestelares mais rápidas que a luz.

Base teórica

Sabe-se que buracos de verme (lorentzianos) não são excluídos do arcabouço da relatividade geral, mas a plausabilidade física destas soluções é incerta. Também não se sabe se uma teoria de gravitação quântica, que juntasse a relatividade geral com a mecânica quântica, ainda permitiria a existência deles. A maioria das soluções conhecidas da relatividade geral que permitiriam buracos de verme transponíveis exigem a existência de matéria exótica, uma substância teórica que possui densidade de energia negativa. Todavia, não foi matematicamente provado que isto é um requisito absoluto para buracos de verme transponíveis, nem foi estabelecido que a matéria exótica não possa existir.

Entrando num buraco de verme

Mesmo se alguém encontrasse um buraco de verme e viajasse através dele, os cientistas não têm certeza sobre como isso afetaria o indivíduo. Alguns acreditam que um buraco de verme não se manteria estável por tempo suficiente para permitir a travessia. E existem teorias que sugerem que mesmo que ele permaneça estável, o viajante seria alterado de formas indeterminadas e poderia experimentar danos ao coração ou cérebro, e possivelmente até a morte.

Buracos de verme de Schwarzschild

Diagrama integrado de um buraco de verme de Schwarzschild.

Buracos de verme lorentzianos, conhecidos como buracos de verme de Schwarzschild ou pontes de Einstein-Rosen são pontes entre áreas do espaço que podem ser modeladas como soluções de vácuo para as equações de campo de Einstein ao combinar os modelos de um buraco negro e um buraco branco[7]. Esta solução foi descoberta por Albert Einstein e seu colega Nathan Rosen, os quais publicaram o resultado em 1935. Todavia, em 1962 John A. Wheeler e Robert W. Fuller publicaram um paper demonstrando que este tipo de buraco de verme é instável, e que ele colapsará instantaneamente tão logo se forme, impedindo que mesmo a luz consiga atravessá-lo.

Antes que os problemas de estabilidade dos buracos de verme de Schwarzschild se tornassem aparentes, foi proposto que quasares eram buracos brancos, constituindo o fim de buracos de verme deste tipo.

Embora buracos de verme de Schwarzschild não sejam transponíveis, sua existência inspirou Kip Thorne a imaginar buracos de verme transponíveis criados mantendo-se aberta a “garganta” de um buraco de verme de Schwarzschild com matéria exótica (matéria que possui massa/energia negativa).

Representação artística de um buraco de verme tipo Schwarzschild, visto por um observador cruzando o horizonte de eventos, o qual é semelhante a um buraco negro Schwarzschild mas com a singularidade substituída por um caminho instável para um buraco branco em outro universo. O observador vem da direita, e o outro universo torna-se visível no centro da sombra do buraco de verme logo que o horizonte é cruzado. Esta nova região, todavia, é inalcançável no caso de um buraco de verme Schwarzschild, visto que a ponte entre o buraco negro e o buraco branco sempre entrará em colapso antes que o observador tenha tempo de atravessá-la. Ver Buracos Brancos e Buracos de Vermes para uma discussão mais técnica e uma animação do que um observador veria ao cair num buraco de verme Schwarzschild.

por hansclamp Postado em Agonia

Efeito Doppler

Sheldon vestido de Efeito Doppler

Efeito Doppler é uma característica observada nas ondas quando emitidas ou refletidas por um objeto que está em movimento com relação ao observador. Foi-lhe atribuído este nome em homenagem a Johann Christian Andreas Doppler, que o descreveu teoricamente pela primeira vez em1842. A primeira comprovaçao foi obtida pelo cientista alemão Christoph B. Ballot, em 1845, numa experiência com ondas sonoras.

Em ondas eletromagnéticas, este mesmo fenômeno foi descoberto de maneira independente, em 1848, pelo francês Hippolyte Fizeau. Por este motivo, o efeito Doppler também é chamado efeito Doppler-Fizeau.

Características

Ondas emitidas por objetos estáticos se propagam em todas as direções de maneira uniforme. Seu comprimento de onda é λ=2π/β, sendo β uma constante que define o meio pelo qual a onda de propaga, chamada constante de fase. A velocidade de fase da onda é dada por Vf = λf, logo \lambda = \frac{V_f}{f}. Quando um objeto está em movimento, as ondas emitidas estão em pontos diferentes ao longo da trajetória. Isto implica que cada onda emitida está mais próxima da onda anteriormente emitida, logo seu comprimento de onda tem um valor diferente, dependendo do ponto onde se observe a onda. O comprimento de onda observado é maior ou menor conforme sua fonte se afaste ou se aproxime do observador. Se o comprimento de onda variar, a sua frequência varia também.

No caso de aproximação, a frequência aparente da onda recebida pelo observador fica maior que a frequência emitida. Ao contrário, no caso de afastamento, a frequência aparente diminui.

Um exemplo: ao atirar uma pedra em um lago, se olharmos por cima veremos que as ondas estão igualmente espaçadas. Quando uma pedra é atirada de modo a quicar na superfície da água, observamos que à frente da pedra a distância entre as ondas é menor. Se o comprimento de onda diminui, a frequência aumenta. Quando o objeto se afasta, a distância entre as ondas é maior, o que implica que a frequência é menor.

Outro exemplo típico é o caso de uma ambulância com sirene ligada que passe por um observador. Ao se aproximar, o som é mais agudo e ao se afastar, o som é mais grave. De modo análogo, ao trafegar em uma estrada, o ruído do motor de um automóvel que vem em sentido contrário apresenta-se mais agudo enquanto ele se aproxima e mais grave a partir do momento em que se afasta (após cruzar com o observador).

Para a luz, este fenómeno é observável quando a fonte e o observador se afastam ou se aproximam com grande velocidade relativa. Neste caso, o espectro da luz recebida apresenta desvio para o vermelho (quando se afastam) e desvio para o violeta (quando se aproximam).

Medida de velocidades

O efeito Doppler permite medir a velocidade de objectos através da reflexão de ondas emitidas pelo próprio equipamento de medida, que podem ser radares, baseados emradiofrequência, ou lasers, que utilizam frequências luminosas. É muito utilizado para medir a velocidade de automóveis, aviões, bolas de tênis e qualquer outro objeto que cause reflexão, como, na Mecânica dos fluidos e na Hidráulica, partículas sólidas dentro de um fluido em escoamento.

Basicamente um radar detecta a posição e velocidade de um objeto transmitindo uma onda e observando o eco. Um radar de pulso emite uma rajada (Burst) curta de energia. Depois o receptor é ligado para “escutar” o eco. O transmissor do radar pode operar melhor se uma onda for emitida continuamente, desde que haja a possibilidade de separar o sinal transmitido do eco no receptor. A potencia do eco é da ordem de 10 − 18 vezes menor que o sinal transmitido, ou até menor. O desvio de frequência resultante de objetos em movimento é conhecido como “Frequência de desvio Doppler” (FD). Se há uma distância X entre o objeto e o radar, o número total de comprimentos de onda existentes entre o sinal do radar e do objeto é dado por 2R/ λ. Já que uma onda corresponde a 2π radianos, a excursão angular entre o caminho de ida e volta do objeto é \frac{4 \pi R}{\lambda} = \phi. Para objetos em movimento a distância muda sempre, o que implica que Φ também varia. Uma mudança de Φ no tempo implica mudança de frequência. A frequência de desvio Doppler é a diferença entre a frequência da onda transmitida (Ft) e a frequência recebida no receptor (Fr): Ft = |Ft-Fr| ω = 2πFd

Algumas Aplicações
  • Em astronomia, permite a medida da velocidade relativa das estrelas e outros objetos celestes luminosos em relação à Terra. Estas medidas permitiram aos astrónomos concluir que o universo está em expansão, pois quanto maior a distância desses objetos, maior o desvio para o vermelho observado. O Efeito Doppler para ondas eletromagnéticas tem sido de grande uso em astronomia e resulta em desvio para o vermelho ou azul.
  • Na medicina, um ecocardiograma utiliza este efeito para medir a direção e velocidade do fluxo sanguíneo ou do tecido cardíaco. O ultra-som Doppler é uma forma especial do ultra-som, útil na avaliação do fluxo sanguíneo do útero e vasos fetais. Pode ser mostrado de várias formas: com som audível, com espectro de cores dentro do vaso ou na forma de gráficos que permitem a mensuração na velocidade sanguínea nos tecidos normais.
  • O efeito Doppler é de extrema importância em comunicações a partir de objetos em rápido movimento, como no caso dos satélites.
  • A Fórmula do efeito Doppler é dada por: F_o = F_f  \frac{V \pm V_o}{ V \mp V_f}
por hansclamp Postado em Física

O que é a Teoria da Relatividade?

É a idéia mais brilhante de todos os tempos – e certamente também uma das menos compreendidas. Em 1905, o genial físico alemão Albert Einstein afirmou que tempo e espaço são relativos e estão profundamente entrelaçados. Parece complicado? Bem, a idéia é sofisticada, mas, ao contrário do que se pensa, a relatividade não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. A principal sacada é enxergar o tempo como uma espécie de lugar onde a gente caminha. Mesmo que agora você esteja parado lendo este post, você está se movendo – pelo menos, na dimensão do tempo. Afinal, os segundos estão passando, e isso significa que você se desloca pelo tempo como se estivesse em um trem que corre para o futuro em um ritmo constante. Até aí, nenhuma novidade bombástica. Mas Einstein também descobriu algo surreal ao constatar que esse “trem do tempo” pode ser acelerado ou freado. Ou seja, o tempo pode passar mais rápido para uns e mais devagar para outros. Quando um corpo está em movimento, o tempo passa mais lentamente para ele.

Se você estiver andando, por exemplo, as horas vão ser mais vagarosas para você do que para alguém que esteja parado. Mas, como as velocidades que vivenciamos no dia-a-dia são muito pequenas, a diferença na passagem dotempo é ínfima. Entretanto, se fosse possível passar um ano dentro de uma espaçonave que se desloca a 1,07 bilhão de km/h e depois retornar para a Terra, as pessoas que ficaram por aqui estariam dez anos mais velhas! Como elas estavam praticamente paradas em relação ao movimento da nave, o tempopassou dez vezes mais rápido para elas – mas isso do seu ponto de vista. Para os outros terráqueos, foi você quem teve a experiência de sentir o tempo passar mais devagar. Dessa forma, o tempo deixa de ser um valor universal e passa a ser relativo ao ponto de vista de cada um – daí vem o nome “Relatividade”. Ainda de acordo com os estudos de Einstein, o tempo vai passando cada vez mais devagar até que se atinja a velocidade da luz, de 1,08 bilhão de km/h, o valor máximo possível no Universo.

A essa velocidade, ocorre o mais espantoso: o tempo simplesmente deixa de passar! É como se a velocidade do espaço (aquela do velocímetro da nave) retirasse tudo o que fosse possível da velocidade do tempo. No outro extremo, para quem está parado, a velocidade está toda concentrada na dimensão dotempo. “Einstein postulou isso baseado em experiências de outros físicos e trabalhou com as maravilhosas conseqüências desse fato”, diz o físico Brian Greene, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, autor do livro O Universo Elegante, um best seller que explica em linguagem simples as idéias do físico alemão. Mas as descobertas da Relatividade não param por aí. Ainda em 1905, Einstein concluiu que matéria e energia estavam tão entrelaçadas quanto espaço e tempo. Daí surgiu a célebre equação E = mc2 (energia = massa x a velocidade da luz ao quadrado), que revela que uma migalha de matéria pode gerar uma quantidade absurda de energia.

Por fim, em 1916, Einstein examinou a influência do espaço e do tempo na atração entre os corpos e redefiniu a gravidade – até então, a inquestionável física clássica de Isaac Newton (1642-1727) considerava apenas a ação da massa dos corpos. Sua Teoria da Relatividade, definida em uma frase dele mesmo, nos deixou mais próximos de “entender a mente de Deus”.

Uma descoberta genial

Einstein mostrou que espaço, tempo, massa e gravidade estão intimamente ligados

1 – Segundo o físico alemão Albert Einstein, tudo no Universo se move a uma velocidade distribuída entre as dimensões de tempo e espaço. Para um corpo parado, o tempo corre com velocidade máxima. Mas quando o corpo começa a se movimentar e ganha velocidade na dimensão do espaço, a velocidade do tempodiminui para ele, passando mais devagar. A 180 km/h, 30 segundos passam em 29,99999999999952 segundos. A 1,08 bilhão de km/h (a velocidade da luz), o tempo simplesmente não passa

2 – Uma conseqüência dessa alteração da velocidade do tempo é a contração no comprimento dos corpos. Segundo a Teoria da Relatividade Especial – a primeira parte da teoria de Einstein, elaborada em 1905 -, quanto mais veloz alguma coisa está, mais curta ela fica. Por exemplo: quem visse um carro se mover a 98% da velocidade da luz o enxergaria 80% mais curto do que se o observasse parado

3a – Na chamada Teoria Geral da Relatividade (a segunda parte do estudo, publicada em 1916), Einstein usou a constatação anterior para redefinir a gravidade. Isso pode ser demonstrado com um exemplo simples: neste tipo de brinquedo comum em parques de diversões, a rotação da máquina mantém as pessoas grudadas na parede pela força centrífuga, como se houvesse uma “gravidade artificial”. No desenho, o brinquedo está girando e, enquanto isso, é medido com duas réguas (A e B)

3b – A régua “A” é usada para medir a circunferência do brinquedo, na direção em que ele gira. Como ela está em movimento, basta lembrar do item 2 para saber que ela fica mais curta. Já a régua “B” mede o raio, portanto não se movimenta e permanece com o tamanho normal. O incrível é que a medição da régua encurtada revela não um círculo plano, como o brinquedo parece ser, mas um círculo distorcido, curvado. Essa curvatura invisível gera a “gravidade artificial” que mantém as pessoas grudadas na parede do brinquedo. Na vida real, a diferença é que as massas dos corpos são mais importantes para criar a curvatura do que sua velocidade

4 – A gravidade real também funciona assim. O Sol curva tanto o espaçoao seu redor que mantém a Terra em sua órbita – como se ela estivesse “grudada na parede”, lembrando o exemplo do brinquedo. Já a força que prende as pessoas ao chão é a curvatura criada pela Terra no espaçoao seu redor. Einstein também descobriu que, quanto maior a gravidade, mais lento é o ritmo da passagem do tempo. Por isso, ele chamou essa força de “curvatura no tecido espaçotempo“, idéia representada no desenho abaixo

5 – Uma aplicação prática da Relatividade é a calibragem dos satélites do GPS, que orientam aviões e navios. Pela Relatividade Especial, sabe-se que a velocidade de 14 mil km/h dos satélites faz seus relógios internos atrasarem 7 milionésimos de segundo por dia em relação aos relógios da Terra. Mas, segundo a Relatividade Geral, eles sentem menos a gravidade (pois estão a 20 mil km de altitude) e adiantam 45 milionésimos de segundo por dia. Somando as duas variáveis, dá um adiantamento de 38 milionésimos por dia, que precisa ser acertado no relógio do satélite. Portanto, se não fosse pela teoria de Einstein, o sistema acumularia um erro de localização de cerca de 10 quilômetros por dia

Um novo livro da coleção “Para Saber Mais” – editado pela revista Superinteressante – ajuda você a mergulhar fundo nestas fascinantes idéias de Einstein. Teoria da Relatividade, do físico Oscar Matsura já está nas bancas.

por hansclamp Postado em Agonia