O Segundo Chamado

>

O Segundo Chamado

A neblina cobria a pequena cidade de Mucuri, as ruas estavam vazias, pois este clima era atípico do Brasil. Tudo que Thiago soube hoje é derivado de sua descoberta próximo ao rio que dá nome a cidade.

Fragmento retirado de uma página de seu caderno

Era um dia típico, quando resolvi andar pela areia da praia, nada de mais para um garoto como eu, na verdade estava matando aula, não gosto de estudar sem vontade. Andei até aonde o rio deságua no mar. A maré estava baixa, e a água estava atraente, tirei minhas roupas e fui dar um mergulho, estava muito bom, e nadei até uma coroa (banco de areia que se forma nos rios), deitei e fiquei olhando para as nuvens que passavam rapidamente, pois o vento estava a aumentar, infelizmente cochilei por mais ou menos duas horas, voltei para apanhar minhas roupas más estas haviam sido roubadas, uma droga estava só de sunga e começava a fazer frio. Procurei pelas proximidades até que encontrei um artefato entranho, era feito em madeira e era como uma junção de animais. Poderia ser de algum artesão que frustrado teve a idéia de fazer isso com seu projeto inicial. Trouxe o objeto para casa.

Após uma noite de sonhos sem sentido, Thiago foi até a biblioteca da cidade para pesquisar sobre estranha escultura que havia encontrado. Ficou até a biblioteca fechar e obteve um pequeno resultado sobre uma antiga tribo que cultuava um deus antigo. A chuva era intensa e o vento forte vindo do sul, parte de sua pesquisa foi perdida no caminho para casa.

A porta de sua casa estava aberta, Thiago chamou por sua mãe antes de entrar más não houve resposta, ao entrar viu que as paredes estavam manchadas de sangue e logo abaixo estava o corpo de seu irmão, um grito de terror ecoou pela casa Thiago não sabia o que fazer teve medo. Quando virou para procurar ajuda viu que não havia nada alem de sua casa, um vazio, uma escuridão. Foi quando ele avistou aquela criatura de proporções gigantescas, seus tentáculos eram do tamanho de prédios sua forma grotesca lembrava uma junção de polvo com dragão, à criatura estava saindo de uma fenda no tempo espaço algo que nenhum humano poderia explicar, a fuga era óbvia más a besta o deteve, não por força mais pelo pavor. O terror de deslumbrar tal criatura foi tanto que ele não resistiu e…

O sol estava em seu rosto o que lhe fez acordar.

Levantou-se, parecia que havia bebido muito antes de deitar, foi quando lembrou tudo, berrou e olhou para o céu, nada alem de nuvens. Foi apenas um sonho. Então nadou de volta para a margem do rio, pegou suas roupas e fez o caminho de volta a sua casa. Ainda estava com o pensamento voltado ao ocorrido. Falou com seu irmão, veio em sua mente o sonho, era bom ver que seu irmão estava bem. Foi quando abriu seu armário que sentiu sua alma deixar o corpo, a estatueta estava lá, como se guardada por alguém. Correu até a sala e perguntou para o seu irmão quem pôs aquele objeto grotesco em seu armário. A resposta foi pior do que ele imaginava.

“Sim foi eu que encontrei isso lá na beira do rio, quando fui tomar banho lá. Estava próxima a beira, achei legal e trouxe para você.”

Em parte fora o que sonhou.

Tudo parecia ter ficado estranho após o encontro com essa estatueta, nada mais fazia sentido. No dia seguinte Thiago foi ao colégio normalmente, na saída tocou no assunto sobre o culto com seu professor de história, que lhe disse que nos anos vinte um homem havia encontrado um artefato deste culto, e que ficou louco. Isso era claro era o que iria acontecer com ele se ele não descobrisse logo o porquê de ser ele.

No caminho se sentiu um burro por não ter pesquisado logo na internet sobre o culto. Logo soube mais sobre o homem que havia feito a descoberta sobre o culto e que esse culto existe até hoje, só que secretamente em alguma parte do globo. Leu sobre relatos de que o culto tenha sido originado em alguma ilha ao sul da Nova Zelândia.

O que mais intrigava Thiago era o fato de o que ele tinha com todo esse assunto.

A resposta veio na mesma noite. Quando já estava cansado de ler sobre o culto e de ler em sua maioria besteiras de que nada o levaram, um frio repentino cobriu a pequena cidade, algo que ele já estava acostumando-se a acontecer. Não se importou muito, deitou e cobriu-se bem, quando já estava pegando no sono viu a besta passar rente aos seus pés no outro extremo da cama. Seu coração comprimiu de tal forma que sua visão ficou turva, era diferente da criatura de seu sonho, esta era de estatura de um humano, más com falta de pernas e braços era como uma arvore feita de musgo sem folhagens.

Criatura: “Aquele que te preza aguarda o teu “sim”, para que te seja mostrado a VERDADE”

A porta bateu na parede,

Era a mãe de Thiago, com o aspecto de que tivesse visto um fantasma.

“Filho que sons foram estes que vinham de teu quarto?”

Thiago com muito esforço soltou um pequeno “não sei” Tânia percebendo que o filho estava mais assustado que ela e o abraçou. Assim ele pode ver sua mãe ser dilacerada em seus braços, outra criatura havia surgido, esta muito mais grotesca que a ultima vista, com a tonalidade da pele negra como petróleo e bocas e olhos cor de sangue, parecia rir enquanto dilacerava sua mãe, com o que restara de vontade fugiu pela janela rumo à praia.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s