Afinal é o “The Flash” do Universo ou Não?

 

Sempre que assistimos a algum filme de ficção científica que trate de viagens pelo espaço nos deparamos com situações em que apenas a velocidade da luz (299.792.458 m/s) não é suficiente para viagens que durem pouco tempo ou que não levem décadas ou séculos. E os teste feitos com os neutrinos podem vir a abrir essa possibilidade a de conseguirmos velocidades acima do limite imposto pela teoria da relatividade de Einstein que ao meu ver não está errada e sim seria apenas um complemento.  Segundo o artigo a seguir umas das possibilidades de os neutrinos atingirem estas velocidades se dá pela capacidade dele estar utilizando-se de uma segunda ou mais dimensões do universo. Assim entrando na Teoria das Super Cordas.

Um dia depois de cientistas do laboratório de Gran Sasso, na Itália, informarem que novos experimentos confirmaram a detecção de neutrinos – um tipo de partícula subatômica – viajando mais rápido do que a luz, colegas trabalhando na mesma instituição divulgaram estudo que contesta o achado. A disputa fraterna é uma demonstração do tamanho da polêmica gerada pela possibilidade destas partículas estarem desafiando o limite de velocidade do Universo imposto pela Teoria da Relatividade de Einstein.

Em setembro, pesquisadores do laboratório anunciaram que medições do tempo em que neutrinos gerados pelo acelerador de partículas Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), a cerca de 730 quilômetros de distância, levaram para chegar até o instrumento que operam, batizado Opera, mostravam que a viagem durava algumas dezenas de nanosegundos (bilionésimos de segundos) menos do que se eles estivessem à velocidade da luz. Agora, porém, cientistas responsáveis por outro instrumento em Gran Sasso, chamado Icarus, argumentam que suas detecções da energia com que os neutrinos chegam ao detector contradizem estas medições.

Em um estudo publicado no último sábado no serviço de artigos científicos eletrônico ArXiv onde os pesquisadores do Opera anunciaram seus novos resultados, os cientistas do Icarus afirmam que sua descoberta “rebate a interpretação supra-luminal (mais rápida que a luz) dos resultados do Opera”. Eles argumentam, com base em estudos teóricos recém-publicados, que os neutrinos vindos do LHC teriam que perder a maior parte de sua energia se estivessem viajando a mesmo uma pequena fração além da velocidade da luz. Mas os feixes de neutrinos medidos pelo Icarus registram um espectro de energia compatível com partículas viajando à velocidade da luz e não mais que isso.

Segundo o físico Tomasso Dorigo, do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), onde está o LHC, e do Fermilab, nos EUA, a argumentação dos cientistas do Icarus é “muito simples e definitiva”. De acordo com ele, “a diferença entre a velocidade dos neutrinos e a velocidade da luz não pode ser tão grande quanto à vista pelo Opera e certamente é menor que isso em três ordens de magnitude, o que é compatível com o zero”.

Pela Teoria da Relatividade de Einstein, formulada em 1905, nada no Universo pode viajar mais rápido do que a luz. A ideia é um dos fundamentos da física moderna, que procura explicar o comportamento do Cosmo e de toda a variedade de partículas nele presentes. Assim, os resultados do Opera foram recebidos com muito ceticismo pela comunidade científica, que busca reproduzi-los ou refutá-los. Outros experimentos neste sentido já estão sendo preparados pelo Fermilab e pelo laboratório japonês KEK e muitos cientistas afirmam que só a confirmação independente dos resultados por um deles abrirá o caminho para que a descoberta do Opera derrube a Relatividade.

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por hansclamp Postado em Agonia

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